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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

sleep on the floor.

(02/08/18)
Você me ensinou sobre timidez. E sobre ser inconveniente com pessoas que eu não conheço. Não devo fazer isso.
Você me ensinou sobre filmes em coreano e sobre filmes sobre a realidade. Os casais não ficam juntos, nós também não ficaremos.
Você me ensinou sobre colocar minhas amizades em primeiro lugar mesmo quando eu quis jogar tudo pro alto. Não posso fazer isso. Não fiz, graças a você.
Você me ensinou sobre músicas que demoram dois minutos pra começar e sobre desenhar apenas por diversão. Eu jamais havia feito ambas as coisas.
Você me ensinou sobre filmes que não despertam sentimentos e eu te ensinei sobre sentimentos que tem sono leve.
Você riu e achou bonitinho. Eu engasguei de tanto chorar.
Você me ensinou sobre bares alternativos e eu te ensinei a colocar shoyu no miojo. Você não gostou do miojo, eu gostei do bar.
Você me ensinou a afastar o banco do carro pra me sentar direito. Eu te ensinei a gritar quando tiver vontade. Você ficou com vergonha. Eu ri alto. Você riu comigo. Ou de mim.

Você não me ensinou a trocar as músicas do som do seu carro. Nem precisou, eu gostava das suas. Algumas delas se tornaram nossas, pelo menos pra mim.
Eu descobri que você tem cócegas em todos os lugares do seu corpo. Você descobriu que eu só tenho cócegas de um lado da barriga.
Você me ensinou a baixar filmes. Eu baixei vários pra ver com você. Faltaram dois.
Eu não precisei te ensinar a desenhar, você já sabia. Você não precisou me dizer que não é uma boa pessoa, eu já sabia.
Você me ensinou que é incrível ficar cinco horas com alguém no telefone. Eu te ensinei que é incrível ficar mais de três horas com alguém no estacionamento do burguer king. 
Você me lembrou o nome de uma música antiga do Coldplay. Eu te disse que sempre quis ir á um show deles. 
Você me contou sobre um festival de música indie. Eu pensei em como seria ir com você. Eu nem gosto de indie. 
Você mordeu minha perna até ficar roxa. Eu te fiz cócegas até você chorar de rir.
Você me beijou. Ou eu te beijei. Disso eu não sei. Mas eu sei que foi ali.
Foi ali que eu aprendi sobre beijar. Não como, mas sobre.
Você me ensinou sobre encaixe. Eu aprendi sobre o alívio de ter nas mãos algo que nem sabia que queria.
Alguém.
Você descobriu que eu começo a rir no meio do beijo lembrando de uma cena engraçada de um dos filmes que vimos juntos.
Você me ensinou sobre beijar ouvindo músicas desconhecidas. Nós nos ensinamos sobre sincronia. 
Eu deitei no seu colo. Você cobriu meu pé com seu casaco. Eu fiz questão de te fazer cócegas mais uma vez. Eu quis te fazer sorrir.
Você sorriu. Eu entendi.
Entendi. Compreendi. Aprendi.
Aprendi sobre duas pessoas estranhas em frequências iguais tentando não se estranhar. Aprendi sobre pessoas iguais que se estranham a todo momento.
Sobre duas pessoas que agora dividem músicas, filmes, segredos, risadas de doer a barriga e beijos.
Aprendi sobre pessoas passageiras. Pessoas que nos deixam mensagens.
Não aprendi tudo sobre você. Você não aprendeu tudo sobre mim.
Mas, se eu aprendi sobre paixão em oito dias, foi você quem me ensinou. Espero que a distância nos ensine que somos melhores juntos. Espero que esse dia chegue e, se não chegar, obrigada.
Você foi os melhores oito dias da minha vida.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

about an open heart and closed doors

I keep thinking about the mess you've made and the space you left between my veins like you were some kind of disease i cured myself from.
A disease that left marks and scars that still shows.
A disease that turned itself into a very beautiful feeling and now it's making someone else feels like the most perfect girl in the world.
Just like it used to do with me.
Just like you used to make me feel.
And because of you i'll never be the same.
I'll never be the same cause i can't look at anyone else like i used to look at you.
I can't feel anyone else.
I can't breath anyone else.
I can't hate anyone else
and,
of course,
I can't love anyone else.
Because it wasn't love.
It wasn't something healthy and endless.
It was fear of losing you all the damn time,
because i knew i was daddy's little girl
while you were universe's child.
It was
Incompatibility
Irresponsability
and
fear.
And i'm still afraid.
Afraid because it's been months since you've left me with an open heart and open hands and I still wait for you to come back.
Afraid because you found someone that fits you perfectly.
Afraid because i feel sick when I read the things you write about her.
Afraid because there's you in everything I write.
Afraid because there's you in everything I do.
Afraid because I know, deep in my soul, that you're not coming back.
You'll never come back.
And I can't find a way to close the fucking door I opened for you.
But i've closed doors for everyone else.

I love you in another language too

I started smoking when you left...
to distract myself from the fact that now you love someone
that doesn't wear glasses 
and it's not afraid to tell you she loves you too.
I loved you too.
I told my family about you too.
I told my friends about you too.
But i didn't told my boyfriend about you.
And i guess you won't tell her about me.
You won't tell her about the conversation we had two days after you kissed her for the first time.
You won't tell her that we promised to stay together.
You won't tell her that you still wanted me after everything i put you through.
You won't tell her that, deep down, you hate me,
and that's only because there's a part of you that still cares.
Or maybe that's just me hoping you haven't forgot about me.
About the laughing days 
the kissing days
the plans we made
and the way I was brave enough to scream with you.
Brave enough to tell her to back off when she called me crazy.
Brave enough to tell you that you're just another one of
those guys 
who doesn't respect girls even though they have sisters to take care of.
Brave enough to cry in front of you while you just 
stood there,
breathing slow and
begging for me to stop.
Brave enough to love you
with all the heart you broke 
when you chose someone who's just like you.
I'm brave enough.
And i still love you enough.