Eu não sei nada sobre Moda. Não sei se utilizamos letra maiúscula ou minúscula na palavra, não sei muito sobre design e a única coisa que sei sobre consultoria é que a Moda deveria ser nosso espelho pro mundo. Nos mostrar, nos expôr, como se o que vestimos fosse nossa própria galeria de arte. E eu também nem sei muito sobre arte. Sei que é importante, entendo de tudo o que estudei na faculdade um pouco, mas não conseguiria manter dez minutos de conversa sobre arte contemporânea e também não consigo te dizer a diferença entre o mictório de Duchamp e as flores de Van Gogh. Conheço Botticceli, óbvio que conheço, mas apenas porque fui obrigada, por uma ex amiga que me pagou pra fazer o trabalho de faculdade dela, a escrever trinta linhas sobre a conexão entre Vênus e o feminismo. Do que se tratava o quadro, afinal, nem sei, mas consegui elaborar uma teoria na qual Vênus significava todo o poder de uma mulher, o qual ja nasce com ela. Se nascemos como Vênus e sempre fomos puras e "muito para este mundo", não sei, até porque, se for pra falar de mim mesma, teríamos que começar a falar sobre botecos de esquina e looks encontrados num brechó da Bolívia. Esse é meu nível de inocência e purificação. Nada muito poético, nada como manda o figurino. Figurino esse que estudei (mal e porcamente) dois anos na faculdade e não consigo defender com unhas e dentes porque não me sinto inserida nessa sociedade de teatrólogos e diretores imbecis com a barriga cheia de cerveja falando sobre o desvalorizado mundo de uma arte elitista que ninguém, além de músicos de anos atrás e professores de história, conhece. Essa arte não chega lá em cima, no topo do morro que nós só conhecemos porque vimos a Bruna Marquezine subir numa novela, usando uma mini-saia e um top cor-de-rosa neon. Naquela novela, a Bruna brilhou, o morro não. A favela não. Tá cheio de pretos e pardos e brancos dentro daquele lugar e se tu fizer uma pesquisa, de 5, 4 nunca ouviram falar da Vogue e 1 acha que é uma extensão da Veja. E não é ignorância não! Não se deve chamar de ignorância a falta de oportunidade que todo um povo teve de conhecer o mundo fora do barulho e das luzes da favela. Nunca se deve ofender o lugar de ninguém e, se aqui cabe minha opinião, existe muito mais cores e arte e Moda dentro de um povo que se vira pra pagar as contas e ainda sorrir no fim de semana do que dentro de uma galeria de paredes brancas e quadros rabiscados sem título que ninguém entende. Na elite, conhecemos a neutralidade e a elegância. Na população normal e marginalizada, conhecemos os artistas e a verdade. Verdade essa que jamais será vista em TV's e revistas de Moda, por mais fiel que seja a adaptação para o live action. Se não é apetitoso para a elite saber o que acontece lá em cima, que dirá contar e aplaudir. Que os aplausos fiquem para o ballet do Theatro Municipal de São Paulo que vai se apresentar na terça-feira a noite ou para a performance de rua da General Osório as três da manhã, depois que todo mundo já está pra lá de Bagdá usando a tendência da semana e ouvindo funk carioca e se sentindo parte de toda aquela cultura. Cultura desprevenida e sem rastro de culpa ou consciência de classe. Cultura essa a qual eu participo, você participa e todos nós enaltecemos no facebook no fim do dia, porque, afinal, a culpa não é nossa. A culpa não é minha, que batalho para permanecer no meu emprego dos sonhos que só existe em meus devaneios de estudante. A culpa não é minha, que estudo em uma faculdade com goteiras e sem professores comprometidos com o que ensinam. E quem sou eu pra julgar esses professores, se não conheço e não me interesso por metade do que eles falam? Quem sou eu pra te dizer o que pensar depois de me ler reclamando de tudo o que você faz por uma coluna imaginária inteira? Quem eu sou pra ditar qualquer coisa na sua vida? Quem somos nós e por que nos achamos grandes entendedores do que quer que estejamos vendendo? O que nos faz acima da garota que costura suas roupas em casa e lê a Vogue online até dormir, porque é o que ela pode pagar? Quem sou eu pra te dizer o que vestir, se estou escrevendo tudo isso em um pijama de cachorrinho?
Eu não preciso te ditar nada, nem te falar abobrinhas sobre Moda que vão encher sua cabeça com sonhos de uma revolução que não vai acontecer nesse mundo, afinal, você já fez tudo isso sozinho depois de me ler.
domingo, 12 de abril de 2020
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Sobre corações elasticos
Alguns deles vão te fazer desejar estar morta. Alguns deles vão te tirar do chão. Alguns deles vão te deixar enjoada com flores, buquês, fotos e chocolate. Alguns deles vão te fazer sentir como a mulher mais burra do mundo. Spoiler: você não é. Alguém vai quebrar seu coração. Você vai devolver a ele todos os pedacinhos “como se fosse dele pra fazer o que bem entender”. Você leu isso em algum livro de romance sobre príncipes e princesas. Eles mentem. Esse tipo de coisa nem existe. Mas alguém vai te fazer acreditar que sim. Que você esperou 19 anos por isso. Você esperou. Mas não por isso. Você esperou por mais, acredite. E, sabendo que deu errado, começa a pensar que foi por um bem maior. Não foi. Mas vai surgir alguém. Mais alto, mais inteligente, mais educado, mais conservador, mais respeitador e você vai pensar “é isso”. Não é. Não vai ser. Não vai durar mais do que alguns anos de pura ilusão que vão te fazer sentir como se ele fosse a sua família. Ele vai ser. E você vai se arrepender. Até o dia que alguém aparecer. E não vai te prometer o mundo e não vai te dizer coisas bonitinhas. E você vai achar que ele é sincero. Vocês vão se contar tudo, ele vai saber de cada passo seu. Por um momento, ele vai ser seu melhor amigo. Serão filmes, músicas, estacionamentos e um motel. Você vai ficar com medo de ter feito algo errado. Você não fez, mas cada coisinha vai te atormentar. Você quis ser perfeita pra alguém que não é perfeito. Você não foi. Ninguém é. E alguém vai ter fazer falta. Você não sabe quem. Cada parte do seu corpo vai tremer e você vai suar num frio de 23 graus num quarto de 2 por 2. Você vai dizer que é a última vez e cantar Taylor Swift com todo o fôlego que ainda te resta. Com todo o fôlego que ele não levou. Mas vai perceber que não restou muito de você pra contar história. Eles vão contar sua história.Um vai dizer que não valeu a pena, o outro talvez solte uma risada ou duas. Um deles vai segurar as lágrimas e o seu primeiro amor vai dizer que você foi importante. Você nem se lembra quem ele é. O último vai dizer que gostou de você. E talvez ele queira dizer mais, mas você já o conheceu assim. Covarde, ocasionalmente cruel ao invés de ser honesto. Você nem tentou mudar. Era como encarar um espelho perfeito, limpo e capaz de enxergar através de todos os defeitos. Porque eram seus também. E isso vai te enforcar. Não vai doer, você não vai chorar, não se quebra um coração mais de uma vez. Você não ficou colocando expectativa nesse. Você sabia que não podia. Mas lá no fundo, você esperou. Como quem espera que a protagonista não morra num filme de drama. Você pensou em como seria se o impulso fosse regra ao invés de excessão. Como seria a liberdade de estar amarrada em alguém livre? Você quis tentar. Você quis ligar pra sua avó. Ela saberia o que fazer. Ela não estava lá. Ninguém sabia o que fazer. Um vai dizer que não valeu a pena, o outro talvez solte uma risada ou duas. Um deles vai segurar as lágrimas e o seu primeiro amor vai dizer que você foi importante. Você nem se lembra quem ele é. O último vai dizer que gostou de você. E talvez ele queira dizer mais, mas você já o conheceu assim. Covarde, ocasionalmente cruel ao invés de ser honesto. Você nem tentou mudar. Era como encarar um espelho perfeito, limpo e capaz de enxergar através de todos os defeitos. Porque eram seus também. E isso vai te enforcar. Não vai doer, você não vai chorar, não se quebra um coração mais de uma vez. Você não ficou colocando expectativa nesse. Você sabia que não podia. Mas lá no fundo, você esperou. Como quem espera que a protagonista não morra num filme de drama. Você pensou em como seria se o impulso fosse regra ao invés de excessão. Como seria a liberdade de estar amarrada em alguém livre? Você quis tentar. Você quis ligar pra sua avó. Ela saberia o que fazer. Ela não estava lá. Ninguém sabia o que fazer. Alguém tentou. O mesmo de sempre. Mas não, ele não. A vida sempre riu de vocês dois. Privilegiados com um amor imensurável que não passaria nunca de uma amizade. E vocês nem quiseram que passasse. Você desejou tê-lo ouvido da primeira vez. Ele avisou. Você disse que não, achou que era o amor da sua vida. Quis a imprevisibilidade, quis o coração acelerado, o impulso e a adrenalina de estar magoando alguém sem que a pessoa saiba. Você quis o erro. Você aceitou os termos e condições e você implorou para que fosse a última vez. Ele mentiu, você riu da situação e armou-se com a moral que nem tinha. Ele teve medo. Ou não. Você nunca vai saber. Você nem chorou, nem viu de novo. Você jamais esqueceria e sabia disso. Não há como se esquecer de si mesma. Não há como não amar-se vendo-se em outra pessoa. Ele te disse que não era amor. Já te disseram isso antes. Alguém mentiu pra você. Vários alguens. Nem você escapou dessa lista e não seria a última vez. Você não quer esquecer. Você quer de volta algo que nem embora foi. Você quer que vá. Sem dor e que arranque o band-aid sem pudor. Que deixe marcas para ser relembradas. Que a falta de dor não seja esquecida para que a dor seja valorizada. Que ela não volte. Que ele não vá. Que fique com o caos e as ideias malucas, como a de engatar a primeira marcha num namoro as 23:01 do segundo dia do Natal. Que te enforque na cama e grite na estrada. Que te morda até que fique roxa. Que te odeie por te amar e não saber lidar com isso. Que nunca mude, porque você comprou assim. Mas que seja seu e não se divida em parcelas porque você ama como um todo. Como um tolo. Como jamais amou. Como abraçou e gritou com cada diferença. Como quis que tivessem te amado. Como você nem sabe se amou. Mas terminou sem saber o que seria dali pra frente. Em frente à toda a falta de problemas, você desacreditou no alguém. E acreditou no seu poder de ser alguém. E de não amar ninguém.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
sleep on the floor.
(02/08/18)
Você me ensinou sobre timidez. E sobre ser inconveniente com pessoas que eu não conheço. Não devo fazer isso.
Você me ensinou sobre filmes em coreano e sobre filmes sobre a realidade. Os casais não ficam juntos, nós também não ficaremos.
Você me ensinou sobre colocar minhas amizades em primeiro lugar mesmo quando eu quis jogar tudo pro alto. Não posso fazer isso. Não fiz, graças a você.
Você me ensinou sobre músicas que demoram dois minutos pra começar e sobre desenhar apenas por diversão. Eu jamais havia feito ambas as coisas.
Você me ensinou sobre filmes que não despertam sentimentos e eu te ensinei sobre sentimentos que tem sono leve.
Você riu e achou bonitinho. Eu engasguei de tanto chorar.
Você me ensinou sobre bares alternativos e eu te ensinei a colocar shoyu no miojo. Você não gostou do miojo, eu gostei do bar.
Você me ensinou a afastar o banco do carro pra me sentar direito. Eu te ensinei a gritar quando tiver vontade. Você ficou com vergonha. Eu ri alto. Você riu comigo. Ou de mim.
Você não me ensinou a trocar as músicas do som do seu carro. Nem precisou, eu gostava das suas. Algumas delas se tornaram nossas, pelo menos pra mim.
Eu descobri que você tem cócegas em todos os lugares do seu corpo. Você descobriu que eu só tenho cócegas de um lado da barriga.
Você me ensinou a baixar filmes. Eu baixei vários pra ver com você. Faltaram dois.
Eu não precisei te ensinar a desenhar, você já sabia. Você não precisou me dizer que não é uma boa pessoa, eu já sabia.
Você me ensinou que é incrível ficar cinco horas com alguém no telefone. Eu te ensinei que é incrível ficar mais de três horas com alguém no estacionamento do burguer king.
Você me lembrou o nome de uma música antiga do Coldplay. Eu te disse que sempre quis ir á um show deles.
Você me contou sobre um festival de música indie. Eu pensei em como seria ir com você. Eu nem gosto de indie.
Você mordeu minha perna até ficar roxa. Eu te fiz cócegas até você chorar de rir.
Você me beijou. Ou eu te beijei. Disso eu não sei. Mas eu sei que foi ali.
Foi ali que eu aprendi sobre beijar. Não como, mas sobre.
Você me ensinou sobre encaixe. Eu aprendi sobre o alívio de ter nas mãos algo que nem sabia que queria.
Alguém.
Você descobriu que eu começo a rir no meio do beijo lembrando de uma cena engraçada de um dos filmes que vimos juntos.
Você me ensinou sobre beijar ouvindo músicas desconhecidas. Nós nos ensinamos sobre sincronia.
Eu deitei no seu colo. Você cobriu meu pé com seu casaco. Eu fiz questão de te fazer cócegas mais uma vez. Eu quis te fazer sorrir.
Você sorriu. Eu entendi.
Entendi. Compreendi. Aprendi.
Aprendi sobre duas pessoas estranhas em frequências iguais tentando não se estranhar. Aprendi sobre pessoas iguais que se estranham a todo momento.
Sobre duas pessoas que agora dividem músicas, filmes, segredos, risadas de doer a barriga e beijos.
Aprendi sobre pessoas passageiras. Pessoas que nos deixam mensagens.
Não aprendi tudo sobre você. Você não aprendeu tudo sobre mim.
Mas, se eu aprendi sobre paixão em oito dias, foi você quem me ensinou. Espero que a distância nos ensine que somos melhores juntos. Espero que esse dia chegue e, se não chegar, obrigada.
Você foi os melhores oito dias da minha vida.
Você me ensinou sobre timidez. E sobre ser inconveniente com pessoas que eu não conheço. Não devo fazer isso.
Você me ensinou sobre filmes em coreano e sobre filmes sobre a realidade. Os casais não ficam juntos, nós também não ficaremos.
Você me ensinou sobre colocar minhas amizades em primeiro lugar mesmo quando eu quis jogar tudo pro alto. Não posso fazer isso. Não fiz, graças a você.
Você me ensinou sobre músicas que demoram dois minutos pra começar e sobre desenhar apenas por diversão. Eu jamais havia feito ambas as coisas.
Você me ensinou sobre filmes que não despertam sentimentos e eu te ensinei sobre sentimentos que tem sono leve.
Você riu e achou bonitinho. Eu engasguei de tanto chorar.
Você me ensinou sobre bares alternativos e eu te ensinei a colocar shoyu no miojo. Você não gostou do miojo, eu gostei do bar.
Você me ensinou a afastar o banco do carro pra me sentar direito. Eu te ensinei a gritar quando tiver vontade. Você ficou com vergonha. Eu ri alto. Você riu comigo. Ou de mim.
Você não me ensinou a trocar as músicas do som do seu carro. Nem precisou, eu gostava das suas. Algumas delas se tornaram nossas, pelo menos pra mim.
Eu descobri que você tem cócegas em todos os lugares do seu corpo. Você descobriu que eu só tenho cócegas de um lado da barriga.
Você me ensinou a baixar filmes. Eu baixei vários pra ver com você. Faltaram dois.
Eu não precisei te ensinar a desenhar, você já sabia. Você não precisou me dizer que não é uma boa pessoa, eu já sabia.
Você me ensinou que é incrível ficar cinco horas com alguém no telefone. Eu te ensinei que é incrível ficar mais de três horas com alguém no estacionamento do burguer king.
Você me lembrou o nome de uma música antiga do Coldplay. Eu te disse que sempre quis ir á um show deles.
Você me contou sobre um festival de música indie. Eu pensei em como seria ir com você. Eu nem gosto de indie.
Você mordeu minha perna até ficar roxa. Eu te fiz cócegas até você chorar de rir.
Você me beijou. Ou eu te beijei. Disso eu não sei. Mas eu sei que foi ali.
Foi ali que eu aprendi sobre beijar. Não como, mas sobre.
Você me ensinou sobre encaixe. Eu aprendi sobre o alívio de ter nas mãos algo que nem sabia que queria.
Alguém.
Você descobriu que eu começo a rir no meio do beijo lembrando de uma cena engraçada de um dos filmes que vimos juntos.
Você me ensinou sobre beijar ouvindo músicas desconhecidas. Nós nos ensinamos sobre sincronia.
Eu deitei no seu colo. Você cobriu meu pé com seu casaco. Eu fiz questão de te fazer cócegas mais uma vez. Eu quis te fazer sorrir.
Você sorriu. Eu entendi.
Entendi. Compreendi. Aprendi.
Aprendi sobre duas pessoas estranhas em frequências iguais tentando não se estranhar. Aprendi sobre pessoas iguais que se estranham a todo momento.
Sobre duas pessoas que agora dividem músicas, filmes, segredos, risadas de doer a barriga e beijos.
Aprendi sobre pessoas passageiras. Pessoas que nos deixam mensagens.
Não aprendi tudo sobre você. Você não aprendeu tudo sobre mim.
Mas, se eu aprendi sobre paixão em oito dias, foi você quem me ensinou. Espero que a distância nos ensine que somos melhores juntos. Espero que esse dia chegue e, se não chegar, obrigada.
Você foi os melhores oito dias da minha vida.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
about an open heart and closed doors
I keep thinking about the mess you've made and the space you left between my veins like you were some kind of disease i cured myself from.
A disease that left marks and scars that still shows.
A disease that turned itself into a very beautiful feeling and now it's making someone else feels like the most perfect girl in the world.
Just like it used to do with me.
Just like you used to make me feel.
And because of you i'll never be the same.
I'll never be the same cause i can't look at anyone else like i used to look at you.
I can't feel anyone else.
I can't breath anyone else.
I can't hate anyone else
and,
of course,
I can't love anyone else.
Because it wasn't love.
It wasn't something healthy and endless.
It was fear of losing you all the damn time,
because i knew i was daddy's little girl
while you were universe's child.
It was
Incompatibility
Irresponsability
and
fear.
And i'm still afraid.
Afraid because it's been months since you've left me with an open heart and open hands and I still wait for you to come back.
Afraid because you found someone that fits you perfectly.
Afraid because i feel sick when I read the things you write about her.
Afraid because there's you in everything I write.
Afraid because there's you in everything I do.
Afraid because I know, deep in my soul, that you're not coming back.
You'll never come back.
And I can't find a way to close the fucking door I opened for you.
But i've closed doors for everyone else.
A disease that left marks and scars that still shows.
A disease that turned itself into a very beautiful feeling and now it's making someone else feels like the most perfect girl in the world.
Just like it used to do with me.
Just like you used to make me feel.
And because of you i'll never be the same.
I'll never be the same cause i can't look at anyone else like i used to look at you.
I can't feel anyone else.
I can't breath anyone else.
I can't hate anyone else
and,
of course,
I can't love anyone else.
Because it wasn't love.
It wasn't something healthy and endless.
It was fear of losing you all the damn time,
because i knew i was daddy's little girl
while you were universe's child.
It was
Incompatibility
Irresponsability
and
fear.
And i'm still afraid.
Afraid because it's been months since you've left me with an open heart and open hands and I still wait for you to come back.
Afraid because you found someone that fits you perfectly.
Afraid because i feel sick when I read the things you write about her.
Afraid because there's you in everything I write.
Afraid because there's you in everything I do.
Afraid because I know, deep in my soul, that you're not coming back.
You'll never come back.
And I can't find a way to close the fucking door I opened for you.
But i've closed doors for everyone else.
I love you in another language too
I started smoking when you left...
to distract myself from the fact that now you love someone
that doesn't wear glasses
and it's not afraid to tell you she loves you too.
I loved you too.
I told my family about you too.
I told my friends about you too.
But i didn't told my boyfriend about you.
And i guess you won't tell her about me.
You won't tell her about the conversation we had two days after you kissed her for the first time.
You won't tell her that we promised to stay together.
You won't tell her that you still wanted me after everything i put you through.
You won't tell her that, deep down, you hate me,
and that's only because there's a part of you that still cares.
Or maybe that's just me hoping you haven't forgot about me.
About the laughing days
the kissing days
the plans we made
and the way I was brave enough to scream with you.
Brave enough to tell her to back off when she called me crazy.
Brave enough to tell you that you're just another one of
those guys
who doesn't respect girls even though they have sisters to take care of.
Brave enough to cry in front of you while you just
stood there,
breathing slow and
begging for me to stop.
Brave enough to love you
with all the heart you broke
when you chose someone who's just like you.
I'm brave enough.
And i still love you enough.
to distract myself from the fact that now you love someone
that doesn't wear glasses
and it's not afraid to tell you she loves you too.
I loved you too.
I told my family about you too.
I told my friends about you too.
But i didn't told my boyfriend about you.
And i guess you won't tell her about me.
You won't tell her about the conversation we had two days after you kissed her for the first time.
You won't tell her that we promised to stay together.
You won't tell her that you still wanted me after everything i put you through.
You won't tell her that, deep down, you hate me,
and that's only because there's a part of you that still cares.
Or maybe that's just me hoping you haven't forgot about me.
About the laughing days
the kissing days
the plans we made
and the way I was brave enough to scream with you.
Brave enough to tell her to back off when she called me crazy.
Brave enough to tell you that you're just another one of
those guys
who doesn't respect girls even though they have sisters to take care of.
Brave enough to cry in front of you while you just
stood there,
breathing slow and
begging for me to stop.
Brave enough to love you
with all the heart you broke
when you chose someone who's just like you.
I'm brave enough.
And i still love you enough.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
carta para alguém que é uma obra de arte.
nós somos pura arte.
nós somos as folhas que caem no outono e as flores que ganham vida na primavera.
nós somos uma caixa de lápis de 48 cores e nós as combinamos como ninguém.
você. você tem o carisma de um clima ameno e o temperamento forte de uma tarde de verão.
38 graus de febre. 39 de amor, acendendo luzes que eu achei que estavam queimadas em mim.
sabe, quero te contar sobre como eu sempre tive inúmeros planos pra minha vida. quando criança, não hesitava em responder àquelas perguntas sobre o que eu queria ser quando crescesse.
"eu quero mexer com arte", era a resposta na ponta da língua.
afinal, sempre tive mais afinidade com o lado mais colorido da vida do que com o lado mais exato dela.
mas, acredite você ou não, em um lugar cheio de todas as artes possíveis, eu ainda olharia pra você.
você.
porque você é arte pura. pura, inocente, tranquila como a inspiração que bate as três da tarde, mas tão enérgica quanto a de três da manhã, que me faz levantar num pulo e procurar um caderno. procurar você. porque a minha arte eu guardo.
você, eu quero guardar.
eu quero te ter. cada pincelada de você, cada palavra que compõe o seu dia a dia, cada linha do seu rosto.
eu quero cada ponto de fuga teu e tudo que estiver ao redor.
eu quero dizer que te amo, que te encaixo em planos que não possuem a mínima possibilidade de sairem da tela só para ter o prazer de te imaginar comigo.
quero dizer que suas mãos em mim é pura arte, que você contorna meu corpo como eu contorno um desenho antigo, tentando reforçar as cores.
você reforça as minhas cores.
quero te dizer que você me encara como eu encaro uma tela em branco. eu sei que pra você sou uma tela em branco, mas quando você encosta em mim eu me torno seu trabalho mais bonito.
melodias, cores, palavras ditas no pé do ouvido e que vão arrepiar cada nota que me compõe, cada peça que me monta.
e eu vou te amar mais ainda quando for sua.
porque perto de você, eu sou puro arte. pura arte.
completa e puramente sua.
nós somos as folhas que caem no outono e as flores que ganham vida na primavera.
nós somos uma caixa de lápis de 48 cores e nós as combinamos como ninguém.
você. você tem o carisma de um clima ameno e o temperamento forte de uma tarde de verão.
38 graus de febre. 39 de amor, acendendo luzes que eu achei que estavam queimadas em mim.
sabe, quero te contar sobre como eu sempre tive inúmeros planos pra minha vida. quando criança, não hesitava em responder àquelas perguntas sobre o que eu queria ser quando crescesse.
"eu quero mexer com arte", era a resposta na ponta da língua.
afinal, sempre tive mais afinidade com o lado mais colorido da vida do que com o lado mais exato dela.
mas, acredite você ou não, em um lugar cheio de todas as artes possíveis, eu ainda olharia pra você.
você.
porque você é arte pura. pura, inocente, tranquila como a inspiração que bate as três da tarde, mas tão enérgica quanto a de três da manhã, que me faz levantar num pulo e procurar um caderno. procurar você. porque a minha arte eu guardo.
você, eu quero guardar.
eu quero te ter. cada pincelada de você, cada palavra que compõe o seu dia a dia, cada linha do seu rosto.
eu quero cada ponto de fuga teu e tudo que estiver ao redor.
eu quero dizer que te amo, que te encaixo em planos que não possuem a mínima possibilidade de sairem da tela só para ter o prazer de te imaginar comigo.
quero dizer que suas mãos em mim é pura arte, que você contorna meu corpo como eu contorno um desenho antigo, tentando reforçar as cores.
você reforça as minhas cores.
quero te dizer que você me encara como eu encaro uma tela em branco. eu sei que pra você sou uma tela em branco, mas quando você encosta em mim eu me torno seu trabalho mais bonito.
melodias, cores, palavras ditas no pé do ouvido e que vão arrepiar cada nota que me compõe, cada peça que me monta.
e eu vou te amar mais ainda quando for sua.
porque perto de você, eu sou puro arte. pura arte.
completa e puramente sua.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
carta para alguém que vai casar.
existem milhares de coisas que eu gostaria de te falar agora, mas parece que não sei começar. logo eu, que sou tão boa com as palavras, não sei como começar nada pra você. e eu acabei de perceber que de todos os erros que já cometi na vida, esse foi o pior deles: eu nunca comecei nada pra você. e talvez ninguém tenha começado. demorei pra perceber o quanto sou egoísta, demorei pra perceber que o fato de eu ter tudo sempre te tirou algo e, principalmente, demorei pra perceber o quanto me dói te ver em qualquer situação desconfortável. sempre doeu.
desde criança, desde que a gente dava uma de modelo naquele palco do menck, desde que a gente catava ciriguela em cima da casa de vovó, desde que eu te ouvia cantar aquela banda insuportável da Claudia Leitte (e te odiava por isso, porque Hannah Montana sempre foi melhor que Claudinha), sempre me doeu te ver sendo jogada de um lado pro outro. sempre me doeu não poder dividir meu lar com você. sempre me doeu o fato de que, depois de uma tarde inteira brincando com a minha irmã, ela ia pra casa dela. doía o fato da sua casa não ser a minha. e doía mais ainda o fato de que você nunca quis que fosse. eu nunca consegui te fazer se sentir em casa...comigo, com papai. parecia que quanto mais a gente tentava te incluir mais a gente te excluía. e na cabeça de uma criança, isso nunca fez sentido.
e é como você me disse uma vez (me perdoe por nunca ter esquecido isso, embora você já deva ter abandonado essa lembrança): "você é minha irmãzinha". então...eu ainda sou sua irmãzinha. legal, né? não importa quanto tempo passe, eu sempre serei sua irmãzinha. eu sempre serei uma criança. eu nunca vou entender as coisas pelas quais você passou, porque tive uma criação totalmente diferente, mas eu queria te dizer que discordo de você.
eu discordo de você porque uma vez, quando você abandonou a faculdade e eu fui tentar te fazer não desistir, você me disse que eu era mais forte que você. eu nunca fui mais forte que você, sis. eu nunca precisei ser. você é a pessoa mais forte que eu conheço e eu quero que você entenda agora, que sou só eu aqui. que não é a vó, que não são meus pais, que não é a sua mãe...sou só eu. somos só nós duas. eu e você contra o mundo, lembra? promessa de dedinho. mas nunca foi bem assim.
nós não tivemos essa chance.
e eu sempre, todos os dias da minha vida, vou me perguntar porquê.
tenho raiva mas não sei de quem, fico triste mas não sei com quem...a verdade é que eu não sei quem nos privou disso, de uma infância -completamente- juntas, não sei quem nos privou de falar "boa noite" uma pra outra todo santo dia, não sei quem nos privou de ver Barbie e outras coisas de criança. eu não sei quem te privou de ser criança, eu não sei quem me privou de ter uma irmã. eu não sei a quem culpar, mas eu quero culpar alguém. e eu odeio essa pessoa, seja ela quem for.
eu sei que você ainda não entendeu o real motivo de eu estar escrevendo tudo isso, e não deve estar entendendo nada porque esse texto tá totalmente sem coerência, mas é que eu to tão nervosa e chorando tanto que eu não estou muito preocupada com regras de gramática, mas se você me prometer -de dedinho- que vai ler até o final, eu prometo te explicar.
eu queria que você fizesse uma viagem agora (como uma daquelas que a gente fez, onde eu te passava músicas e a gente criava memórias incriveis). tente se desligar de tudo que está ao seu redor, coloque musica se necessario e se lembre dos melhores momentos que você já teve comigo. se lembre de quando nós (principalmente você) ouvimos horrores por fazer brigadeiro de madrugada na Chapada. se lembre de quando nós nos perdemos em São Paulo e demoramos mais de uma hora pra voltar pra casa. se lembre dos meninos do rancho (você acredita que aquele Matheus ainda puxa assunto comigo?). se lembre de quando eu te maquiava, te emprestava roupa. eu sempre adorei te fazer de modelo. se lembre de Santa Cruz. e daquelas malditas pombas da pracinha. se lembre da dona redonda e de quando você me acobertou pra fugir com aquele hippie otário. se lembre de coisas que eu provavelmente não me lembro agora. se lembre de tudo que você conseguir. agora feche os olhos bem rápido. as memórias meio que somem. é como se você me perdesse em uma fração de segundos.
é exatamente isso que eu estou sentindo agora. e eu nunca senti isso na vida. não em relação a você. e dói mil vezes mais do que perder outra pessoa.
eu vou te contar uma coisa agora, que eu nunca contei pra ninguém, mas em junho de 2016 eu tive uma crise de depressão. absurda. eu passei por coisas em 2015/2016 que ninguém imagina, que ninguém sequer consegue pensar, coisas que EU jamais imaginaria que ia passar e essas coisas, em junho de 2016, se uniram e se tornaram uma coisa só. e isso quase me matou. você pode perguntar pro papai se não acreditar, mas um dia eu cheguei em casa e depois de chorar por 3 horas seguidas, a unica frase que eu consegui soltar foi "eu quero a minha irmã". e pareceu tão errado. porque eu senti como se não tivesse irmã. porque eu me senti absolutamente sozinha e nem você, que é minha irmã, estava comigo. e eu não tive coragem de correr pra você, porque eu me senti abandonada até por você. e por um dia, eu pude sentir o que eu sei que você sentiu em boa parte da sua vida (me corrija se eu estiver errada) e foi nesse dia que eu discordei de você. droga, eu nunca fui mais forte que você. eu só soube lidar com situações que você nunca passou e vice-versa. nós somos completamente diferentes e isso não te faz mais forte do que eu, mas também não me faz mais forte que você. nós passamos por muita merda em 17 anos. e não tivemos uma a outra pra nos apoiar. e esse foi o pior pecado que já cometeram com a gente. eles nos meteram no meio dessa merda toda. e nós NUNCA tivemos culpa.
voltando ao motivo inicial desse texto: eu estou sentindo como se tivesse perdido você.
sabe, eu sei que nós nunca fomos próximas, e que muitas vezes eu quis te matar e vice-versa, mas parece que não importa quantas brigas ridiculas e quantos afastamentos, era só resolver uma viagem que nós voltariamos a ser as mesmas. eu sempre senti como se no final de tudo, eu fosse estar rindo com você. mas isso acabou. eu não sinto mais isso. agora, no final de tudo, você estará casada. você está indo para uma viagem sem mim. e eu estarei sozinha. mais uma vez. e por um bom tempo dessa vez.
sabe, quando eu descobri, a primeira coisa que eu fiz foi rir. achei que era mais uma graça, que você ia abandonar a ideia como abandonou a faculdade, mas aí me falaram que você vai embora, que você vai morar com ele. e eu quis te perguntar porque. eu sempre aprendi que, para se casar com alguém, você precisa ter um bom tempo com essa pessoa e acima de tudo, ama-la. me explica, o que você tá fazendo? eu sei que talvez seja por amor, mas eu sei que 90% disso é pra fugir daqui. e eu não quero, eu nunca quis, que você precisasse fugir daqui. eu nunca quis que você precisasse crescer tão rapido, que você precisasse constituir família tão rápido. eu nunca quis que você tivesse outra familia além da minha. nunca quis não fazer parte.
desde criança, desde que a gente dava uma de modelo naquele palco do menck, desde que a gente catava ciriguela em cima da casa de vovó, desde que eu te ouvia cantar aquela banda insuportável da Claudia Leitte (e te odiava por isso, porque Hannah Montana sempre foi melhor que Claudinha), sempre me doeu te ver sendo jogada de um lado pro outro. sempre me doeu não poder dividir meu lar com você. sempre me doeu o fato de que, depois de uma tarde inteira brincando com a minha irmã, ela ia pra casa dela. doía o fato da sua casa não ser a minha. e doía mais ainda o fato de que você nunca quis que fosse. eu nunca consegui te fazer se sentir em casa...comigo, com papai. parecia que quanto mais a gente tentava te incluir mais a gente te excluía. e na cabeça de uma criança, isso nunca fez sentido.
e é como você me disse uma vez (me perdoe por nunca ter esquecido isso, embora você já deva ter abandonado essa lembrança): "você é minha irmãzinha". então...eu ainda sou sua irmãzinha. legal, né? não importa quanto tempo passe, eu sempre serei sua irmãzinha. eu sempre serei uma criança. eu nunca vou entender as coisas pelas quais você passou, porque tive uma criação totalmente diferente, mas eu queria te dizer que discordo de você.
eu discordo de você porque uma vez, quando você abandonou a faculdade e eu fui tentar te fazer não desistir, você me disse que eu era mais forte que você. eu nunca fui mais forte que você, sis. eu nunca precisei ser. você é a pessoa mais forte que eu conheço e eu quero que você entenda agora, que sou só eu aqui. que não é a vó, que não são meus pais, que não é a sua mãe...sou só eu. somos só nós duas. eu e você contra o mundo, lembra? promessa de dedinho. mas nunca foi bem assim.
nós não tivemos essa chance.
e eu sempre, todos os dias da minha vida, vou me perguntar porquê.
tenho raiva mas não sei de quem, fico triste mas não sei com quem...a verdade é que eu não sei quem nos privou disso, de uma infância -completamente- juntas, não sei quem nos privou de falar "boa noite" uma pra outra todo santo dia, não sei quem nos privou de ver Barbie e outras coisas de criança. eu não sei quem te privou de ser criança, eu não sei quem me privou de ter uma irmã. eu não sei a quem culpar, mas eu quero culpar alguém. e eu odeio essa pessoa, seja ela quem for.
eu sei que você ainda não entendeu o real motivo de eu estar escrevendo tudo isso, e não deve estar entendendo nada porque esse texto tá totalmente sem coerência, mas é que eu to tão nervosa e chorando tanto que eu não estou muito preocupada com regras de gramática, mas se você me prometer -de dedinho- que vai ler até o final, eu prometo te explicar.
eu queria que você fizesse uma viagem agora (como uma daquelas que a gente fez, onde eu te passava músicas e a gente criava memórias incriveis). tente se desligar de tudo que está ao seu redor, coloque musica se necessario e se lembre dos melhores momentos que você já teve comigo. se lembre de quando nós (principalmente você) ouvimos horrores por fazer brigadeiro de madrugada na Chapada. se lembre de quando nós nos perdemos em São Paulo e demoramos mais de uma hora pra voltar pra casa. se lembre dos meninos do rancho (você acredita que aquele Matheus ainda puxa assunto comigo?). se lembre de quando eu te maquiava, te emprestava roupa. eu sempre adorei te fazer de modelo. se lembre de Santa Cruz. e daquelas malditas pombas da pracinha. se lembre da dona redonda e de quando você me acobertou pra fugir com aquele hippie otário. se lembre de coisas que eu provavelmente não me lembro agora. se lembre de tudo que você conseguir. agora feche os olhos bem rápido. as memórias meio que somem. é como se você me perdesse em uma fração de segundos.
é exatamente isso que eu estou sentindo agora. e eu nunca senti isso na vida. não em relação a você. e dói mil vezes mais do que perder outra pessoa.
eu vou te contar uma coisa agora, que eu nunca contei pra ninguém, mas em junho de 2016 eu tive uma crise de depressão. absurda. eu passei por coisas em 2015/2016 que ninguém imagina, que ninguém sequer consegue pensar, coisas que EU jamais imaginaria que ia passar e essas coisas, em junho de 2016, se uniram e se tornaram uma coisa só. e isso quase me matou. você pode perguntar pro papai se não acreditar, mas um dia eu cheguei em casa e depois de chorar por 3 horas seguidas, a unica frase que eu consegui soltar foi "eu quero a minha irmã". e pareceu tão errado. porque eu senti como se não tivesse irmã. porque eu me senti absolutamente sozinha e nem você, que é minha irmã, estava comigo. e eu não tive coragem de correr pra você, porque eu me senti abandonada até por você. e por um dia, eu pude sentir o que eu sei que você sentiu em boa parte da sua vida (me corrija se eu estiver errada) e foi nesse dia que eu discordei de você. droga, eu nunca fui mais forte que você. eu só soube lidar com situações que você nunca passou e vice-versa. nós somos completamente diferentes e isso não te faz mais forte do que eu, mas também não me faz mais forte que você. nós passamos por muita merda em 17 anos. e não tivemos uma a outra pra nos apoiar. e esse foi o pior pecado que já cometeram com a gente. eles nos meteram no meio dessa merda toda. e nós NUNCA tivemos culpa.
voltando ao motivo inicial desse texto: eu estou sentindo como se tivesse perdido você.
sabe, eu sei que nós nunca fomos próximas, e que muitas vezes eu quis te matar e vice-versa, mas parece que não importa quantas brigas ridiculas e quantos afastamentos, era só resolver uma viagem que nós voltariamos a ser as mesmas. eu sempre senti como se no final de tudo, eu fosse estar rindo com você. mas isso acabou. eu não sinto mais isso. agora, no final de tudo, você estará casada. você está indo para uma viagem sem mim. e eu estarei sozinha. mais uma vez. e por um bom tempo dessa vez.
sabe, quando eu descobri, a primeira coisa que eu fiz foi rir. achei que era mais uma graça, que você ia abandonar a ideia como abandonou a faculdade, mas aí me falaram que você vai embora, que você vai morar com ele. e eu quis te perguntar porque. eu sempre aprendi que, para se casar com alguém, você precisa ter um bom tempo com essa pessoa e acima de tudo, ama-la. me explica, o que você tá fazendo? eu sei que talvez seja por amor, mas eu sei que 90% disso é pra fugir daqui. e eu não quero, eu nunca quis, que você precisasse fugir daqui. eu nunca quis que você precisasse crescer tão rapido, que você precisasse constituir família tão rápido. eu nunca quis que você tivesse outra familia além da minha. nunca quis não fazer parte.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
carta para aqueles que acreditam em destino.
Que me desculpem os amantes de belas palavras! Mas não pretendo escrever um livro contando cada detalhe do que fomos, porque talvez não faça sentido descrever o que significou para apenas um lado, apenas pra mim. Eu precisaria da sua versão dos fatos, e se mal lembras de mim, que dirá de tudo que aconteceu. Mas, devo dizer, para começar bem esse relato (eu disse que jamais escreveria um livro, mas não descartei outras possibilidades), que para aqueles que acreditam em destino, fomos uma puta história a ser contada.
Destino sim, porque sou uma crente em sucessão de fatos que te levam á um final imutável e acredito, com todas as forças que me restam, que eu jamais poderia mudar o fim disso tudo, pois, somos a única história que eu já ouvi (e sabes como amo histórias), onde o fim não justificou os meios.
Fomos o contrário, tivemos todas as partes boas primeiro, tivemos todos os dias de meras palavras sendo trocadas por belos sorrisos antes de termos todo aquele drama. Você indo, eu ficando, você voltando, eu aceitando. Ainda aceito, como aceitei lá no meio, mas não entendo porque não estou te vendo voltar... Não entendo porque não sei onde você está.
Mas, para aqueles que acreditam em destino, fomos um belo exemplo de como não se pode fugir do que te foi escrito um dia, e de como possibilidades infinitas se tornam insignificantes quando encontramos alguém. Você foi meu fim. Eu precisei passar por tanta coisa para encontrar (ou reencontrar) você, que é quase impossível de se crer que você é mesmo você, e que nada daquilo foi parte dos meus devaneios de menina, ou dos filmes que eu vejo. Você foi meu sentimento infinito que eu sabia que teria fim, mas que tinha orgulho de dizer que, por tempo determinado, aquilo era meu.
Para aqueles que acreditam em destino, devo contar que conhecia a profundidade dos teus olhos desde que era criança, mas que não me permitia olhar neles, por achar que estava fora do meu alcance. Ainda está, mas é gostoso lembrar que um dia passou por aqui e quis ficar.
Para aqueles que acreditam em destino, como eu, devo dizer que acredito que não é o nosso fim ainda, e que espero poder te reencontrar nos meios da vida, para que sejamos, finalmente, justificados, para que nada tenha sido em vão.
E se você não acredita em destino, deixa... Pode deixar que eu creio por nós dois, e deposito minha fé no que um dia fomos, para que um dia possamos ser novamente.
Destino sim, porque sou uma crente em sucessão de fatos que te levam á um final imutável e acredito, com todas as forças que me restam, que eu jamais poderia mudar o fim disso tudo, pois, somos a única história que eu já ouvi (e sabes como amo histórias), onde o fim não justificou os meios.
Fomos o contrário, tivemos todas as partes boas primeiro, tivemos todos os dias de meras palavras sendo trocadas por belos sorrisos antes de termos todo aquele drama. Você indo, eu ficando, você voltando, eu aceitando. Ainda aceito, como aceitei lá no meio, mas não entendo porque não estou te vendo voltar... Não entendo porque não sei onde você está.
Mas, para aqueles que acreditam em destino, fomos um belo exemplo de como não se pode fugir do que te foi escrito um dia, e de como possibilidades infinitas se tornam insignificantes quando encontramos alguém. Você foi meu fim. Eu precisei passar por tanta coisa para encontrar (ou reencontrar) você, que é quase impossível de se crer que você é mesmo você, e que nada daquilo foi parte dos meus devaneios de menina, ou dos filmes que eu vejo. Você foi meu sentimento infinito que eu sabia que teria fim, mas que tinha orgulho de dizer que, por tempo determinado, aquilo era meu.
Para aqueles que acreditam em destino, devo contar que conhecia a profundidade dos teus olhos desde que era criança, mas que não me permitia olhar neles, por achar que estava fora do meu alcance. Ainda está, mas é gostoso lembrar que um dia passou por aqui e quis ficar.
Para aqueles que acreditam em destino, como eu, devo dizer que acredito que não é o nosso fim ainda, e que espero poder te reencontrar nos meios da vida, para que sejamos, finalmente, justificados, para que nada tenha sido em vão.
E se você não acredita em destino, deixa... Pode deixar que eu creio por nós dois, e deposito minha fé no que um dia fomos, para que um dia possamos ser novamente.
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